Trajetória do P. Rodolfo Komorek é apresenta em especial dos 259 anos da cidade de São José dos Campos

Texto: TV TH+ SBT Vale | Imagem: Reprodução

São José dos Campos guarda uma história profundamente ligada à fé e ao período em que a cidade era referência no tratamento da tuberculose. Décadas depois, o legado de religiosos que dedicaram a vida ao cuidado dos doentes e das pessoas mais vulneráveis segue vivo e impulsiona processos de canonização conduzidos pela Igreja Católica.

Entre eles está a Madre Maria Teresa de Jesus Eucarístico, que chegou ao município em 1922, aos 21 anos, para tratar a tuberculose. Recuperada, decidiu permanecer na cidade e, em 1936, fundou a Congregação das Pequenas Missionárias de Maria Imaculada, hoje presente no Brasil, Portugal, Itália e Moçambique.

“Ela veio para São José por causa da tuberculose. Aos poucos foi se recuperando e percebeu a realidade dos doentes da cidade. Outras jovens se encantaram pela missão e, assim, nasceu a congregação”, explica a irmã Edilaine Barbosa do Amaral.

A religiosa já teve as virtudes heroicas reconhecidas pelo Vaticano e recebeu o título de Venerável, etapa anterior à beatificação. Segundo a irmã Edilaine, um possível milagre atribuído à Madre está em análise. “Hoje temos um possível milagre em estudo no Vaticano para que ela possa ser declarada beata.”

A congregação inaugurou neste ano um memorial com o quarto preservado da Madre, objetos pessoais e relíquias que ajudam a contar sua trajetória.

Outro nome que desperta devoção é o de Antoninho da Rocha Marmo, considerado Servo de Deus, primeira fase do processo de canonização. O menino inspirou a criação do hospital que leva seu nome, referência no atendimento materno-infantil em São José dos Campos.

A terapeuta Isabela Rufino afirma que atribui ao garoto uma graça alcançada durante a gravidez. “Nós perdemos quatro filhos durante a gestação. Depois de pedir a intercessão do Antoninho, nasceu nosso filho Antônio.”

Já o Padre Rodolfo Komórek, sacerdote polonês e também Venerável, dedicou os últimos anos da vida ao atendimento de pacientes internados em hospitais e sanatórios da cidade, mesmo enfrentando a tuberculose.

“O memorial foi pensado para preservar a memória do padre Rodolfo e apresentar sua importância para São José dos Campos”, destaca Rômulo Paula, secretário da causa de canonização.

A cidade também mantém viva a memória de Franz de Castro Holzwarth, catequista e defensor dos direitos de pessoas privadas de liberdade, morto durante uma rebelião na antiga Cadeia Pública de Jacareí. Também reconhecido como Venerável, ele integra o grupo de personagens cuja história continua inspirando gerações de joseenses e fortalecendo a fé de milhares de devotos.

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